Curitiba

Estou em Curitiba. Cheguei domingo. É a minha quarta visita à cidade. A cidade não é a mesma, eu não sou o mesmo. São dezesseis anos desde a minha primeira visita.


A chegada. Peguei dois dias de Carnaval. Rua cheia, festas, bagunça. Ufa! Mas sem bloquinho, ah! Pelo menos no primeiro rolê já achei um drink com cachaça de jambu. Foi ótimo interagir com as pessoas, escutá-las dizendo nunca vi Curitiba assim no Carnaval, sempre foi uma cidade fantasma nessa época, tomara que fique assim ano que vem. Torço pelo mesmo! E não tenho o que reclamar, fui muito bem recebido.


Home office. Estou hospedado na casa de um amigo. Tem uma sacada aconchegante, onde faço as minhas refeições. O apartamento não fica na região central mas é um bairro bastante organizado e com todo tipo de serviço. Amanhece e anoitece com muitos pássaros cantando. De qualquer uma das janelas é possível ver pelo menos uma araucária. Já rodei a pé pela região fazendo reconhecimento de campo. Tem um IMAX a alguns passos daqui, dentro de um shopping gigante, e uma praça logo em frente com espaço para atividades físicas.

Meu espaço está bem organizado. A casa já tinha uma cadeira apropriada para o home office, isso ajudou. Mas o quarto vazio precisava de alguma coisa para as roupas e também como apoio para alguns acessórios. Entrei no OLX da cidade e achei uma arara de madeira, cru. Três mensagens trocadas e em três horas ela estava no meu quarto.

Para manter o pilates on line com a professora, que está em Belo Horizonte, o prédio conta com um salão de festas na cobertura. É por lá mesmo que estou fazendo as minhas aulas.


A cidade. A foto que ilustra esse post é de 2016, a última vez que estive por aqui. Foi feita na frente do Museu Oscar Niemayer conhecido como O Olho por causa da arquitetura. Durante esse mês acontecem a exposição dOs Gêmeos e a mostra Da Vinci Experience.

Curitiba é a capital “mais alta” do Brasil, está a 934 metros de altitude em relação ao mar, e por isso o inverno na cidade costuma ser chato, daqueles que exige aquecedor no banheiro quando você vai sentar na privada. Os pontos turísticos são interligados por uma linha de ônibus urbano específica para isso. Uma ideia excelente que deveria existir em outras cidades do país. Os pontos turísticos são realmente lindos e valem a pena uma nova visita.


A região. Uma vez em Curitiba, existem vários passeios que podem ser feitos na região.

A 40 minutos de carro, na direção de Ponta Grossa, tem os parques Nacional dos Campos Gerais e Vila Velha. Excelentes oportunidades para contato com a natureza e trilhas – o que eu adoro fazer e pretendo durante essa jornada nômade – não necessariamente nesses parques.

A partir da Estação Ferroviária de Curitiba, é possível pegar o trem até a cidade de Morretes. O trem passa pela Ferrovia Curitiba-Paranaguá por dentro da Serra Do Mar e oferece um visual incrível, de tirar o fôlego. O valor total do passeio, incluindo ida e volta, traslado até a estação, almoço, etc fica entre R$ 200 e R$ 800. Mais detalhes nessa página dos Melhores Destinos.

Em até 2h 30m de carro ou ônibus, se chega à cidade de Pontal do Sul ou em 1h 30m na cidade de Paranaguá, de onde saem os barcos até a famosa Ilha do Mel com os seus vilarejos Encantadas e Brasília. A ilha oferece várias praias lindas e trilhas e por lá só à pé ou de bike. Esse é um dos destinos que farei enquanto estiver por aqui.


Enfim. A jornada está só começando e a mesma disciplina de quando eu tinha um endereço fixo se mantém, isso é fundamental. Com o plus de que agora estou numa região inexplorada e cheia de oportunidades para o final de semana. Sigo mantendo a atenção nos gastos, por que em viagem a gente empolga fácil. Vou compartilhando um pouco desses passeios no Instagram, cola lá.

Publicado por Sergio Rossini

Brasileiro de Minas Gerais, programador, nômade digital e em constante construção.

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