Ei gente, como vão? Estive longe desse blog por um tempo, dois meses, tentando ser preciso. É que passei os meses de abril e maio em Florianópolis, a ilha da magia. Hoje foi meu último dia de manezinho da ilha, como eles chamam os homens de lá. Mais um período nessa jornada que só tenho a agradecer, vem comigo que eu explico o porquê.

Floripa me encantou no primeiro momento. Comecei pelo sul da ilha, num lugar chamado Armação. Cheguei no domingo à tarde e fui recebido por um belo sol. Minha reserva ali estava a 50 metros da praia. Apenas larguei as coisas pelo apartamento, vesti a sunga e corri para a praia. E que praia! Bastante frequentada por surfistas, de mar mais agitado, areia grossa, a praia da Armação reserva um belo nascer do sol. Além disso, tem uma faixa bem grande de pedras que faz a divisa com a Praia do Matadeiro, de onde é possível aproveitar momentos à noite para ver as estrelas. E é óbvio que eu fiz isso. Eu morei a alguns metros da Lagoa do Peri, do lado de onde fica o Projeto Tamar. Que delícia de passeio – meio do mato total. Ainda no sul da ilha, fiz a trilha da Lagoinha do Leste e aproveitei um dia na Praia do Pântano do Sul onde conheci a senhora Zenaide, proprietária do Bar e Restaurante Pedacinho do Céu e personagem importante na história dessa parte da ilha.










Quando maio chegou, eu me mudei para Barra da Lagoa, no centro da ilha. Saí de Armação no domingo cedo, debaixo de chuva. Para minha alegria, enquanto percorria os 18km do trajeto, a chuva foi estiando em menos de uma hora depois de chegar na nova morada, o sol deu as caras novamente. Mais um domingo iniciado cheio de felicidade nesse cantinho da ilha. Achei o mar mais calmo nessa praia apesar de ainda ver alguns surfistas, bem menos. A Barra da Lagoa é mais badalada que a Armação porém mantém o mesmo ambiente familiar e simples. Depois de aproveitar o sol resolvi dar uma volta pela orla e fui até os faróis da entrada do canal da Barra quando vi uma ponte de pedestres e um fluxo constante de gente indo e vindo. Resolvi seguir o fluxo e ver onde dava, quando descobri a Prainha da Barra e a trilha para as piscinas naturais. Que visual, minha gente! Nesse momento eu já estava enfeitiçado, enxergava bruxas voando ao meu redor e duendes prendendo minhas mãos apoiadas na pedra enquanto contemplava o mar e o pôr-do-sol. A possibilidade de fazer passeios similares nessa região da ilha me encantou demais. Teve a trilha do Gravatá, a própria orla da Barra que dá em Moçambique, o Projeto Tamar, o passeio de barco no canal.










Quando o ciclone chegou do Uruguay no final de maio, vivi noites bem frias com o vento uivando e fazendo a estrutura de madeira do apartamento vibrar, cenário típico de filmes de terror. Eu me diverti e valeu cada momento.
Esse tempo na ilha da magia me agraciou com pessoas maravilhosas, com cenários de contemplação de tirar o fôlego e uma aproximação maior comigo mesmo, minha essência. Foram vários momentos em que a natureza representava exatamente o que se passava dentro de mim. Essa conexão é inexplicável.

E parece que Floripa tem infinitas coisas para fazer! Fiz esse comentário com uma amiga mineira que vive aqui. Ela concordou. São inúmeras trilhas, muitas praias, tem cachoeira, lagos, mirantes, sandboard, surf, passeio de barco a ilhas menores, pedalinho, quadras de vôlei de areia, pesca. Tudo isso além do que qualquer cidade oferece, como bares, restaurantes, baladas, festas, museus e por aí vai. Até um rolê de ônibus vai ser prazeroso devido à todo o visual natural que a ilha tem.
Realmente tive dificuldade de sentar e escrever alguma coisa pois cada momento nesse paraíso me pareceu valioso. Na estrada agora para Porto Alegre senti que precisava compartilhar o mínimo de tanta coisa legal que vivi, peguei o note e cá estamos. Floripa, eu recomendo DEMAIS! Voltarei em breve, tem muita coisa ainda a explorar.

Sigo em frente vivendo um novo sentimento, uma mistura de pesar em deixar pra trás tanta coisa legal e a excitação pelo novo e desconhecido que vem pela frente.
Admirável, envolvente e contagiante. Babando nas fotos e na liberdade deste explorador aventureiro. Que este “manezinho da ilha” siga firme desbravando esse mundão.
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Obrigado pelo carinho, lindeza!
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Great photos!!! This piece was worth the wait
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I considered to share more pictures at this time considering your feedback 😉
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